Empresas vêm adotando programas com exercícios laborais. Prática tem melhorado a rotina dos trabalhadores
É com uma pequena parada de pouco mais de 15 minutos que funcionários se exercitam, ganham qualidade de vida e as empresas aumentam os lucros. A cada ano cresce o número de corporações que aderem à ginástica laboral como uma forma de elevar a produtividade dos colaboradores.
As atividades físicas e de terapias consistem em uma série de exercícios, desenvolvidos durante a jornada de trabalho, com o objetivo de contrastar com rotina de movimentos repetitivos e auxiliar na prevenção de lesões. A ginástica laboral auxilia também no aumento da condição física e psicológica dos funcionários e estimula a integração entre as equipes, de acordo com especialistas.
O presidente da Câmara Temática de Ginástica Laboral do Conselho Regional de Educação Física do Rio Grande do Sul, Lauro Aguiar, explica que a ação pode ser composta por exercícios físicos, dinâmicas de grupos, técnicas de elaxamento, atividades lúdicas e recreativas, jogos cooperativos, exercícios, técnicas respiratórias e orientais, educação,
orientação postural e até com manuseio de bolas, bastões e elásticos. A implantação de um programa de ginástica laboral traz benefícios tanto para o trabalhador, por melhorar a qualidade de vida, como também tem efeitos positivos para a empresa, já que comprovadamente reduz o absenteísmo, afirma, ao balizar que, em média, a hora de um profissional necessita de um investimento de R$ 57,00.
A opinião sobre os benefícios dos exercícios, ainda que exista um embate sobre qual profissional tem maior competência para realizar as aulas de ginásticas, é compartilhada pelo conselheiro da Sociedade Brasileira de Fisioterapia do Trabalho Airton Luís Kleinowski. Segundo ele, a atividade motiva o profissional, evitando dores, diminuindo o stress, além garantir a redução dos gastos da empresa em tratamentos de saúde do trabalhador. Não raro as pessoas têm tendinite, dores nas costas e lombalgia, e com o tempo, através da ginástica, conseguem mudar a postura e minimizar essas limitações, esclarece, ao quantificar que, em média, os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais recebem R$ 80 por hora trabalhada.
