A Comissão de Ensino Superior e Preparação Profissional do CREF2/RS realizou, nos dias 26 e 27 de maio, o VII Fórum dos Coordenadores de Curso de Educação Física do Rio Grande do Sul. O evento, que ocorreu pela primeira vez na FADERGS, em Porto Alegre, reuniu cerca de 30 representantes de instituições de ensino de todo o Estado, para debater assuntos relacionados ao estágio e à fiscalização, bem como ao empreendedorismo e à educação a distância.
A abertura do evento, que contou com a presença do presidente do CONFEF Jorge Steinhilber (CREF 000002-G/RJ), foi feita pela presidente do CREF2/RS Carmen Masson (CREF 001910-G/RS). A sua fala, além de destacar o trabalho feito pelo Sistema CONFEF/CREFs visando o fortalecimento da profissão, que atualmente conta com 500 mil registrados em todo o país, foi complementada por Eduardo Merino (CREF 004493-G/RS), presidente da Comissão de Ensino Superior e Preparação Profissional. O Fórum, que surgiu com a demanda de debater assuntos importantes para o dia a dia das faculdades, chega ao seu sétimo ano, com um histórico de grandes discussões, sobre temas como políticas públicas, tecnologia e saúde mental, entre outros mais, comentou.
Já Steinhilber aproveitou a sua saudação inicial também para destacar o número significativo de coordenadores presentes no Fórum. Isto mostra que o nosso ensino está nas mãos de pessoas preocupadas em discutir o futuro dos profissionais que estão sendo formados pelas faculdades. O Conselho, atuando politicamente, enfrenta os mesmos desafios dos professores, que é solidificar a Educação Física em todos os seus âmbitos.
Palestras e debates
A primeira apresentação foi feita pela assessora jurídica do CREF2/RS Cristiane Costa e pela coordenadora do Departamento de Fiscalização e Orientação Fernanda Rodrigues (CREF 009604-G/RS). Elas explicaram o funcionamento do procedimento de fiscalização, do momento da visita aos trâmites jurídicos finais, e como a lei de estágio é inserida neste contexto. O Conselho só verifica se há o termo de estágio assinado e já tivemos casos em que a pessoa autuada colocou a culpa na Universidade por estar fora da sua área. Eles alegaram que não tiveram a informação sobre a divisão entre a Licenciatura e o Bacharelado e que sempre tiveram autorização para fazer estágio fora do seu curso, relatou a dupla.
O assunto, complementado por tópicos relacionados à responsabilidade técnica de academias e à disputas judiciais que o Sistema CONFEF/CREFs enfrenta atualmente quanto às lutas, ao futebol e à dança, teve prosseguimento com a palestra de Steinhilber. O Presidente do CONFEF numerou as parcerias que existem entre as instituições de ensino e os Conselhos Profissionais e apresentou um breve panorama da Educação Física e da sua evolução enquanto curso superior. Os professores universitários precisam, mais do que nunca, auxiliar os acadêmicos para que eles criem uma identidade profissional desde o primeiro semestre, analisou.
O segundo dia de evento, no sábado pela manhã, teve início com a palestra de Marcelo Curth (CREF 011605-G/RS), que trouxe para discussão o empreendedorismo na Educação Física. Com larga experiência na área, ele destacou que muitos egressos do curso de Educação Física têm o perfil empreendedor e que, por causa disto, as faculdades deveriam explorar mais este tema em seus currículos. A maioria das instituições de ensino tem disciplinas de gestão, mas ainda não se dá aula com ênfase no empreendedorismo. As ferramentas necessárias para quem pretende abrir o seu próprio negócio ainda são pouco estudadas nos cursos de Educação Física.
A última parte do Fórum foi marcada pela mesa redonda Educação a Distância, com as presenças de Steinhilber e de Dari Göller (CREF 002469-G/RS), da UNIJUÍ. Neste momento, todos os coordenadores puderam relatar as experiências que vivenciam em suas faculdades e o Presidente do CONFEF ainda pode reforçar o entendimento que a Educação Física não pode ser transformada em um curso totalmente a distância. O CONFEF, junto ao Conselho Nacional de Saúde, já se movimenta na Câmara de Deputados para barrar esta ideia, adiantou. O EAD só pode existir se tiver qualidade, com estágios obrigatórios, material didático bem elaborado e exigências avaliativas. O desafio é fazer com que os alunos estabeleçam uma relação de troca com os outros estudantes e uma identidade profissional, mesmo longe da sala de aula, complementou Göller.
